Euphorbia mammillaris f. variegata | Espiga de milho rechoncha
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🌱 Morfologia
Os seus caules, mais grossos e globosos do que os da Euphorbia submammillaris, são percorridos por costelas profundamente marcadas e pequenas estruturas que se repetem como as peças de uma armadura. Na forma variegada, a natureza acrescenta ainda mais singularidade: cada caule pode desenhar as suas próprias faixas e manchas de cor, fazendo com que cada exemplar tenha um padrão diferente.
É uma suculenta arbustiva, glabra e muito ramificada, que pode atingir aproximadamente 30 cm de altura e formar grupos compactos. Os caules são erectos, carnudos e relativamente curtos e grossos, podendo atingir aproximadamente 4–6 cm de diâmetro, com 7–15 costelas ou ângulos muito marcados. Os tubérculos formam pequenas proeminências ao longo das costelas e as folhas, muito reduzidas, medem cerca de 3–6 mm e desaparecem rapidamente. Entre os tubérculos aparecem espinhos de cerca de 4–20 mm, correspondentes a estruturas florais modificadas e persistentes. A forma variegata apresenta zonas com menor quantidade de clorofila, geralmente em tons creme, amarelo e verde, que percorrem ou salpicam os caules. Como todas as Euphorbia, produz látex branco quando é lesionada.
🌍 Distribuição, habitat e família
O taxon de referência é originário da África do Sul, com distribuição entre Albertinia e Grahamstown, nas províncias de Western Cape e Eastern Cape. Cresce em planícies e encostas pedregosas, entre matagais, sobre depósitos aluviais e terrenos de xisto, dentro de formações de matagal do Cabo. Pertence à família Euphorbiaceae.
❄️ Temperatura — Zona USDA 9b–11b
Tolera temperaturas mínimas de até −4 ºC se permanecer completamente seca, estiver bem aclimatada e a exposição ao frio for breve. No cultivo, deve evitar-se especialmente a combinação de baixas temperaturas e humidade.
☀️ Iluminação
Durante o crescimento ativo necessita de iluminação intensa, com um objetivo aproximado de 18–25 mol/m²/dia de DLI PAR. Tolera o sol direto após uma aclimatação progressiva. Na forma variegada, convém evitar mudanças bruscas de exposição, uma vez que as zonas com menor quantidade de clorofila são mais sensíveis a uma radiação solar intensa. Uma iluminação suficiente ajuda também a conservar uma variação estável.
💧 Ciclo de crescimento e rega
Descanso invernal.
Durante o período ativo recomendam-se regas abundantes, deixando secar completamente o substrato antes de voltar a regar. No inverno deve manter-se praticamente seca, especialmente quando as temperaturas forem baixas. A drenagem rápida é essencial para evitar problemas nas raízes.
🌸 Floração
Produz pequenos ciátios em direção às extremidades dos caules, sobre pedúnculos que podem persistir e endurecer posteriormente. As estruturas florais apresentam tonalidades que podem ir do verde ao púrpura, com glândulas nectaríferas escuras. Na sua área natural a floração regista-se principalmente entre maio e outubro; em Madrid pode ocorrer durante os meses quentes, especialmente desde o final da primavera até ao verão.
🌿 Nutrição
Durante o período de crescimento ativo recomenda-se um fertilizante específico para suculentas, com alto teor de cálcio assimilável, como Desert CHOICE® Suculentas, aplicado 1 vez por mês durante a rega.
Esta é uma xerofítica inimitável cultivada em Madrid em vaso quadrado tecnológico e com o substrato ativado com fungos micorrízicos e biofungicidas.
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