Horridocactus jussieui (Monv. ex Salm-Dyck) Lodé
🌱 Morfologia
Catos globoso a ligeiramente alongado, geralmente solitário, embora possa produzir ramificações basais com a idade. O corpo é de cor verde-escuro, quase negregado, e atinge aproximadamente 6–9 cm de diâmetro. Apresenta cerca de 13 costelas bem diferenciadas, dispostas longitudinalmente e divididas em tubérculos relativamente marcados. As aréolas estão separadas entre si e providas de um fino tomento. A espinhação é um dos seus traços mais característicos: desenvolve espinhos grossos, castanhos a castanho-escuros, geralmente curvados para cima, com vários espinhos radiais e centrais, podendo os centrais atingir aproximadamente 3–6 cm de comprimento. Em exemplares adultos, os espinhos podem cobrir boa parte do corpo, criando uma silhueta compacta e muito característica.
🌍 Distribuição, habitat e família
É endémico do Chile, onde se encontra principalmente no vale médio e alto do rio Elqui, na Região de Coquimbo, em zonas interiores de clima árido. Cresce em encostas pedregosas e terrenos minerais dos cordões transversais, frequentemente entre matagal xerófilo e sobre solos de drenagem rápida. Conhecem-se populações desde cotas baixas até aproximadamente 900–1000 m de altitude. Pertence à família Cactaceae, subfamília Cactoideae.
O nome Horridocactus jussieui é o utilizado por Joël Lodé, que recuperou o género Horridocactus e realizou esta nova combinação. O basónimo é Echinocactus jussieui Monv. ex Salm-Dyck. Estudos anteriores tinham situado estas populações dentro de Eriosyce, mas Lodé considera Horridocactus um género independente.
❄️ Temperatura · Zona USDA 8b
Tolera temperaturas mínimas de até −7 ºC em seco e com exemplares bem aclimatados. Em cultivo, deve proteger-se especialmente da humidade durante os episódios de frio, uma vez que procede de ambientes áridos onde a drenagem é muito rápida.
☀️ Iluminação
Necessita de sol direto e uma iluminação muito intensa para conservar o seu corpo compacto e desenvolver uma espinhação abundante. A exposição intensa favorece, ainda, a coloração escura dos espinhos e evita um crescimento excessivamente alongado. Como objetivo orientativo durante o crescimento ativo, recomenda-se um DLI PAR de 20–30 mol·m⁻²·dia⁻¹.
💧 Ciclo de crescimento e rega
Descanso invernal. Durante o período frio deve manter-se seco. Na primavera e no verão, o crescimento é retomado e pode ser regado de forma abundante, mas espaçada, deixando secar completamente o substrato antes da rega seguinte. No seu habitat, as precipitações são escassas e irregulares, pelo que, em cultivo, resulta preferível uma rega profunda seguida de um período de secura, em vez de pequenas quantidades frequentes.
🌸 Floração
As flores aparecem na zona apical e são relativamente grandes em relação ao corpo, de aproximadamente 3–4,5 cm. Apresentam segmentos do perianto em tons amarelados a amarelo-avermelhados, com uma coloração mais intensa na zona central, e um tubo floral curto coberto de pequenas escamas e lã. A floração produz-se principalmente durante a primavera e o início do verão. Os frutos são carnosos e adquirem tonalidades avermelhadas ao amadurecer.
🌿 Nutrição
Durante o período de crescimento ativo, recomenda-se um fertilizante com alto teor de cálcio assimilável e baixos níveis de azoto como Desert CHOICE® Cactáceas, aplicado uma vez por mês durante a rega. Antes da floração, pode complementar-se com Desert CHOICE® Floração.
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